Os copos que a gente joga fora +Comentar 0 comment(s)
   
Achei que seria difícil esquecer você. Não foi. Se eu te contasse, você acharia que o mais triste foi a dor que eu senti?
Talvez tenha doído um bocado, mas já houveram dores tão piores que foi quase como nada. Não tive medo de me machucar, aliás, porque eu gosto da vida, e das coisas que à ela pertencem; e a dor, assim como a felicidade, pertence à vida, e elas são intrínsecas uma à outra. Ora, eu sempre quis ser feliz.
O mais triste não são os sentimentos erodidos, os sonhos desbotados, nem as esperanças rasgadas, nem mesmo a indiferença que restou. O mais triste é tudo o que aconteceu entre o mim e o você, sem que você percebesse ou fizesse parte.
E agora é ridiculamente fácil conversar com você, provocar seus sorrisos, olhar nos seus olhos, abraçar. Isso porque agora me sinto como deveria ter sentido desde o início: já não me importo mais se sou legal ao seus olhos e me é pateticamente indiferente a sua opinião. Só me importa, agora, ser eu, porque eu me basto.
Nada pessoal. Houve apenas o dia em que percebi que não mais me importava, assim como há dias em que percebemos que há uma rachadura naquele copo específico, e a gente deixa de lado, porque, sabe como é, por mais que sejam coladas, rachaduras não desaparecem.
 Por: Luíza dC.

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